Vamos lá, temos no mundo, a
obediência falida e a obediência verdadeira..
A obediência falida vem do impulso. O filho disse rapidamente
que ia quando o pai deu a ordem. Resposta no impulso e sem reflexão. No nosso
caso dos dias de hoje, a obediência falida vem do “oba-oba” da religião. O
ministro de louvor fala algumas palavras e pede que repitamos, a música diz
“vou te obedecer, vou fazer tua vontade”, a camiseta da grife gospel diz que
Deus é quem me controla. No impulso, no “oba-oba”, sem reflexão, sem
arrependimento, sem regeneração.
No fim das contas, fato é que a
obediência falida é, na verdade, desobediência. Obediência parcial é um
eufemismo para desobediência.
Já a obediência verdadeira diferente da obediência falida que é
fruto do impulso, a obediência verdadeira é fruto de arrependimento.
Arrependimento este gerado pela graça de Deus. Foi o que aconteceu com o filho
que disse que não ia, mas que se arrependeu e foi. Arrependimento não é um
simples “concordo que errei”, ou um ficar triste. Gosta da palavra grega
metanoia, traduzida na bíblia como arrependimento. Metanoia é mudança de mente,
ou, melhor, expansão do modo de pensar. Quem se arrepende, não volta a fazer o
que fez, pois expandiu o modo de pensar.