O ano passou rápido demais. Ele terminou o
ensino médio e vai virar a vida do avesso: Cidade nova, dividir apartamento e
entrar em uma faculdade sem conhecer ninguém. Como se já não fosse mudança o
suficiente pra se preocupar e adaptar terá que decidir o destino do namoro
muito recente. Continuar o relacionamento a 277 km quilômetros
de distância, ou fazer oque?
“Quando converso com minhas amigas, elas
dizem pra eu seguir meu coração, mas a questão é: Como fazer isso se ele também
está perdido?”
Sei que fundo, no fundo, a vida é mesmo
assim. Cheia de encontros, desencontros e despedidas. Se a gente for pensar
bem, qualquer relacionamento é um risco e não vem com garantia e prazo de
validade. Nós não temos o dom de controlar nosso destino, muito menos o de quem
a gente ama. Penso que talvez essa seja a maior graça, e ao mesmo tempo, o pior
castigo. Principalmente nessa nossa fase “camaleoa”, onde tudo é muito intenso:
O amor, o ciúme, a saudade…
Acho que viver um namoro à distância é uma
experiência que devemos viver pelo menos uma vez na vida.
Pra crescer por dentro. Aprender – mesmo que
da maneira mais difícil – como lidar com a saudade, com o ciúme e
principalmente com a autoconfiança. De qualquer forma, estou tentando não
escolher ou pensar tanto nisso agora, sabe?! Deixar o acaso agir nos próximos
meses e mostrar o caminho certo que dá para o final feliz. Meu, e dele. Torço
claro, para que seja o mesmo!